Aumento da exploração madeireira no Pará preocupa.
O Pará registrou um aumento de 40% na exploração madeireira em relação ao ciclo anterior, com 60.664 hectares explorados, sendo 32% de forma ilegal. A pesquisa destaca a importância da fiscalização e do manejo florestal.
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Cristina Jiménez · 5 de novembro de 2026 · 4 min de leitura

O estado do Pará registrou um aumento alarmante na exploração madeireira, com 60.664 hectares desmatados entre agosto de 2024 e julho de 2025. Este número representa o maior índice nos últimos cinco anos e uma elevação de 40% em relação ao ciclo anterior. Os dados, divulgados pelo Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex), foram obtidos a partir de um esforço conjunto de instituições de pesquisa ambiental, como Imazon, Instituto Centro de Vida (ICV) e Imaflora.
Crescimento da exploração autorizada e ilegal
Dos hectares explorados, 41.538 (68%) foram feitos em áreas autorizadas, enquanto 19.126 hectares (32%) foram desmatados de forma ilegal. Apesar de a exploração autorizada ter aumentado 83% em relação ao ciclo passado, a extração sem autorização sofreu uma leve diminuição de cerca de 6%. Segundo a pesquisadora Camila Damasceno, do Imazon, essa redução na extração ilegal é um ponto positivo, mas ainda há um longo caminho a percorrer. A área afetada equivale a mais de 19 mil campos de futebol, o que evidencia a gravidade da situação.
"Precisamos fortalecer a fiscalização, aumentar as ações de combate e responsabilizar os infratores, além de criar mecanismos que incentivem o manejo florestal sustentável, especialmente em comunidades", destacou Damasceno.
O impacto da exploração madeireira
Carlos Souza Jr., coordenador do programa de monitoramento da Amazônia do Imazon, alerta que a redução da área desmatada ilegalmente não deve ser motivo de comemoração. Ele aponta que, considerando uma média conservadora de duas a três árvores por hectare, entre 38 mil e 57 mil árvores foram derrubadas, muitas delas sem qualquer controle de origem. Isso prejudica todo o setor florestal, comprometendo os esforços de transparência e os investimentos daqueles que operam de maneira regular no estado.
Os dados também revelam que as terras indígenas do Pará, que representam apenas 2% da Exploração ilegal identificada, são fundamentais na luta contra a expansão de crimes ambientais. Apenas 424 hectares de extração ilegal foram registrados nessas áreas entre agosto de 2024 e julho de 2025, o segundo menor volume desde o início da série histórica.
Por que isso importa
A elevadíssima taxa de exploração madeireira no Pará representa não apenas uma ameaça ao meio ambiente, mas também aos direitos das comunidades indígenas e tradicionais. A exploração ilegal em terras indígenas expõe as comunidades a conflitos, ameaças e limitações em sua mobilidade, além de comprometer seus modos de vida tradicionais. Portanto, a proteção e a fiscalização dessas áreas são cruciais para a preservação do meio ambiente e dos direitos humanos.
O que vem a seguir
Com a crescente preocupação em relação à exploração madeireira, espera-se que as autoridades intensifiquem as iniciativas de fiscalização e promovam políticas que incentivem práticas sustentáveis na gestão das florestas. A colaboração entre instituições de pesquisa, comunidades locais e o governo será fundamental para garantir a proteção dos recursos naturais e a sustentabilidade no Pará. A luta contra a exploração madeireira ilegal é uma batalha contínua e que demanda atenção urgente de todos os setores da sociedade.
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Qual o aumento percentual da exploração madeireira no Pará?
A exploração madeireira no Pará aumentou 40% em relação ao ciclo anterior.
Quantos hectares foram desmatados de forma ilegal?
No período, 19.126 hectares foram desmatados de forma ilegal.
Qual a importância das terras indígenas na exploração madeireira?
As terras indígenas são fundamentais para a proteção contra a exploração ilegal e a preservação ambiental.
O estado do Pará registrou um aumento alarmante na exploração madeireira, com 60.664 hectares desmatados entre agosto de 2024 e julho de 2025. Este número representa o maior índice nos últimos cinco anos e uma elevação de 40% em relação ao ciclo anterior. Os dados, divulgados pelo Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex), foram obtidos a partir de um esforço conjunto de instituições de pesquisa ambiental, como Imazon, Instituto Centro de Vida (ICV) e Imaflora. No contexto brasileiro, exploração madeireira permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já foi publicado, o leitor encontra aqui o essencial para se posicionar com informação verificável.
O Pará registrou um aumento de 40% na exploração madeireira em relação ao ciclo anterior, com 60.664 hectares explorados, sendo 32% de forma ilegal. A pesquisa destaca a importância da fiscalização e do manejo florestal. No contexto brasileiro, exploração madeireira permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já foi publicado, o leitor encontra aqui o essencial para se posicionar com informação verificável. No contexto brasileiro, exploração madeireira permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original
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